lovethemoment

Tuesday, July 25, 2006

Lindo, simplesmente...


"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair a meio do voo.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não e o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas. Pode ser a ultima vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo e curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles controlar-te-ão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas, e mais do que com quantos aniversários já comemoraste.
Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá direito de ser cruel. Descobres que lá porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para atrás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
William Shakespeare

Friday, July 21, 2006


A Lusopirotecnia estará presente em mais um concurso Internacional, desta vez em Cannes, França. Em 2003, a Luso saiu vencedora e vamos ver se este ano no dia 29 de Julho pelas 22 horas, repetem a proeza...
O espectáculo deste ano chamar-se-á IMAGINARIUM e terá a duração de 30 minutos.
Portugal estará a concorrer com:

Société Panzera -Italia
14 Julho - 22h00

Pirotecnica Scarpato-Italia
21 Julho - 22h00

Grupo Luso Pirotecnia-Portugal
29 Julho - 22h00

Pirotecnia Igual-Espagne
7 Agosto - 22h00

Féérie-France
15 Agosoto - 22h00

Brézac Artifices-France
24 Agosto - 22h00

A toda a equipa técnica, pirotécnicos, directores, e amigos, boa sorte e que tragam mais uma vez para Portugal o primeiro prémio.

Be good, be happy, and...
Love the moment, each moment, it never returns...

Tuesday, July 18, 2006

O que é a Ciência Política...

O que é a Ciência Política e um pouco de sua história.

A política, como área do pensamento, é de remota tradição, se com o termo englobarmos os filósofos da política, os pensadores políticos, outros estudiosos da área das Ciências Sociais que iniciaram um estudo sistemático do fenômeno político, a exemplo de Aristóteles, Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Hobbes e tantos outros. Todavia, com a específica denominação de Ciência Política, no geral, quer-se referir a uma área do conhecimento que se institucionalizou no âmbito acadêmico anglo-saxão, particularmente nos Estados Unidos, com desdobramentos nos países desenvolvidos da então Europa Ocidental, chegando, em seguida, aos países do chamado Terceiro Mundo. Já na primeira metade do século XX, com uma produção substantiva, com estudos e pesquisas úteis às assessorias governamentais, a Ciência Política aglutinava a produção em um campo especifico do conhecimento, com um particular estilo de trabalho, e currículos acadêmicos próprios. A institucionalização da disciplina viria em seguida.
O estímulo ao desenvolvimento da Ciência Política dar-se-ia já à época da Primeira Guerra Mundial e, principalmente, ao final da Segunda Guerra Mundial. Nesse período, os EUA assumiram a posição de nova potência hegemônica mundial e, nos organismos internacionais, no âmbito das Nações Unidas, passaram a irradiar sua influencia. As missões de manutenção da paz e a preservação ou construção da democracia, em nome da qual o país participara da guerra, eram elementos que contribuíam para aumentar a demanda de especialistas na área da Política, o que fez proliferar cursos da disciplina de Ciência Política em universidades norte-americanas. Em paralelo, fundações privadas, tais como a Fundação Ford, a Fundação Rockfeller e Kellog, impulsionaram pesquisas em áreas de especial interesse da sociedade e da economia americana, com o apoio do governo norte-americano, interessado em manter-se informado sobre o resto do mundo. A difusão ocorreria nos países do Terceiro Mundo particularmente à época do colapso das democracias representativas.
Na Europa, apenas muito mais tarde a área viria a se expandir, embora ali se encontrasse o fulcro das mais remotas tradições do pensamento político e da filosofia política. Se remontássemos a Maquiavel, Giovani Botero, Rousseau, Montesquieu, Alexis de Tocqueville, Hegel, Karl Marx, Max Weber, Émile Durkeim, Robert Michels, para citar alguns, entre outros, era ali que se encontrava o berço da análise do fenômeno político. Muita diversidade seria a característica da área, porque o espaço cultural/institucional da disciplina teria influência sobre os estudos desta área do conhecimento.
A profissionalização viria na medida em que o trabalho se diferenciava daquele das demais Ciências Sociais. Ocorreria relativa divisão de trabalho, com orientações intelectuais distintas, particularmente na construção do objeto e dos métodos adotados. O resultado foi que em alguns paises, a profissionalização e o prestigio internacional tornaram-se uma realidade; em outros, como se via na França e na Itália, nomes importantes negaram-se a aceitar um papel profissional específico, com a tendência de produzir análises políticas sem diferenciá-las, insistindo que a reflexão política era da mesma natureza que a das outras áreas das Ciências Sociais. Os aspectos mencionados não foram obstáculos para que os estudos da política ganhassem legitimidade.
Dentre as várias temáticas centrais da disciplina, a questão democrática é uma delas, com uma acumulação exponencial de estudos. São numerosas as concepções que norteiam os pesquisadores, dependendo da orientação teórica e do quadro nacional de origem dos estudiosos. A concepção de que a democracia se reduziria a uma dimensão eleitoral, sofreria críticas contundentes dos adeptos da democracia participativa ou democracia deliberativa. Esta, em especial, invocaria elementos éticos, jurídicos e filosóficos na construção do objeto, na teorização e na metodologia de trabalho, elementos impossíveis de serem omitidos quando se trata de analisar a questão democrática nos países de forte desigualdade social, como aqueles da realidade latino-americana.
Quase oito décadas desde sua inserção formal na academia, a Ciência Política é hoje, inegavelmente, um campo de estudo acadêmico consagrado, com um universo conceitual e discursos científicos próprios, além de amplo acervo de conhecimento. Fica claro que o estudo da Ciência Política não se enquadra em sub-área de qualquer outra disciplina porque apresenta objeto próprio. Seus principais campos de análise, como os estudos sobre o poder, as elites, Estado, nação, soberania, sociedade civil e participação, representação política, burocracias, governo, executivos, legislativos, políticas publicas, políticas sociais, a constituição da autoridade democrática, a construção institucional, cidadania, corporativismo, gênero, minorias, questão ambiental, etc., são, entre outros, incluem-se na agenda de estudos da área.
Histórico
Ainda que o estudo de política tenha sido constatado na tradição ocidental desde a Grécia antiga, a ciência política propriamente dita constituiu-se tardiamente. Esta ciência, no entanto, tem uma nítida matriz disciplinar que a antecede como a filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, entre outros campos do conhecimento cujo objeto seriam as determinações normativas do que deveria ser o estado, além da dedução de suas características e funções.
Muitos pesquisadores colocam que a ciência política difere da filosofia política e seu surgimento ocorreria, de forma embrionária, no século dezanove, época do surgimento das ciências humanas, tal como a sociologia, a antropologia, a historiografia, entre outras.
O que cientistas políticos fazem?
Cientistas políticos estudam a distribuição e transferência de poder em processos de tomada de decisão. Por causa da frequente e complexa mistura de interesses contraditórios, a Ciência Política é freqüentemente um exemplo aplicado da Teoria dos jogos. Sob esta óptica teórica, os cientistas políticos olham os ganhos - como o lucro privado de pessoas ou das empresas ou da sociedade(o desenvolvimento econômico- e as perdas - como o empobrecimento de pessoas ou da sociedade (veja Corrupção política) - como resultados de uma luta ou de um jogo em que existem regras não explícitas que a pesquisa deve explicitar.
A Ciência Política busca desenvolver tanto teses positivas, analisando as políticas, quanto teses normativas, fazendo recomendações específicas. Cientistas políticos medem o sucesso de um governo e de políticas específicas examinando muitos fatores, inclusive estabilidade, justiça, riqueza material, e paz. Enquanto os historiadores olham para trás, buscando explicar o passado, os cientistas políticos tentam iluminar as políticas do presente e predizer e sugerir políticas para o futuro.
O estudo de ciência política é complicado pelo envolvimento frequente de cientistas políticos no processo político, uma vez que suas teorias frequentemente servem de base para acção, opção e prática de outros profissionais, como jornalistas, grupos de interesse especiais, políticos, e o eleitorado. Cientistas políticos podem trabalhar como assessores de políticos, ou até mesmo se candidatarem a cargos políticos eles próprios.
Campos da Ciência Política
Política comparativa é a comparação de formas diferentes de governo em situações diferentes. Relações internacionais é o campo de estudo da dinâmica de relações entre países. A interação complexa de escolhas econômicas e políticas é estudada no campo da economia política, onde as áreas econômica e da Ciência Política se sobrepõe. O comportamento das elites e das massas, e a interação entre esses grupos, é objeto de estudo no campo da psicologia política.
Condoleezza Rice (Politóloga, Secretária de Estado dos E.U.A.)
(14 de Novembro de 1954, Birmingham, Alabama) tornou-se assistente do presidente dos Estados Unidos da América para casos da segurança nacional, cargo denominado geralmente como de conselheiro da segurança nacional, em 22 de Janeiro de 2001, sob o presidente George W. Bush. É a segunda afro-americana (após Colin Powell) e segunda mulher (após Madeleine Albright) a deter o cargo. Rice é solteira. Com 19 anos de idade, Rice ganhou seu grau de bacharelato em ciência política da Universidade de Denver com Cum Laude e Phi Beta Kappa em 1974. Em 1975 obteve seu grau de mestrado da Universidade de Notre Dame e em 1981 o seu doutoramento pela escola graduada de estudos internacionais na universidade de Denver. Está no conselho de administração (board of directors) das empresas Chevron Corporation, Charles Schwab Corporation, a fundação Hewlett de William e Flora, a universidade de Notre Dame, o conselho consultivo internacional da J.P. Morgan e ainda no conselho de administração da sinfonia de São Francisco. Foi um membro do conselho administrativo fundador do "centro para uma geração nova", um fundo de apoio educacional para a sustentação de instituições educacionais em Palo Alto leste e de East Menlo e foi vice-presidente do "clube dos meninos e meninas da península". Além disso, seu serviço passado como administradora abrangeu organizações como Transamerica Corporation, Hewlett Packard, a Carnegie Corporation, a fundação Carnegie para a paz internacional, a Rand Corporation, conselho nacional para os estudos soviéticos e leste-europeus, a Mid-Peninsula Urban Coalition e ainda a KQED, uma rádio pública que emite em São Francisco.
Durão Barroso (you know the rest)

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, com distinção
Diplomado em Estudos Europeus pelo Instituto Universitário de Estudos Europeus da Universidade de Genebra, com distinção.
Mestre em Ciência Política pelo Departamento de Ciência Política da Faculdade de Ciências Económicas e Sociais da Universidade de Genebra, tendo como tema de tese “Le systéme politique portugais face à l’intégration européenne”.
Estágios e cursos de curta duração na Universidade de Colúmbia (Nova Iorque), na Universidade de Georgetown (Washington, D.C.), no Instituto Universitário Internacional (Luxemburgo) e no Instituto Universitário Europeu (Florença).
Foi sucessivamente assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, assistente no departamento de Ciência Política da Universidade de Genebra e professor convidado no Department of Government e na School of Foreign Service (Center for German and European Studies) da Universidade de Georgetown, Washington D.C. (1996-1998). Director do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Lusíada (Outubro 1995 - Março 1999).
Bolseiro da Confederação Suíça, da Comissão das Comunidades Europeias, da Fundação Volkswagenwerk, da OTAN e do Fundo Nacional Suíço para a Investigação Científica.
Fundador da Associação Universitária de Estudos Europeus em 1979.

Monday, July 17, 2006

Violência Doméstica em Portugal



Estatísticas de Casos em Portugal

Em relação à estatística apenas temos disponíveis dados relativos a 2002 (no ano de 2002 verificaram-se 11677 ocorrências criminais registadas pela PSP e GNR no contexto da Violência Doméstica) dos quais se podem aferir as seguintes referências percentuais:
82% dos suspeitos são do sexo masculino
85% das vitimas são mulheres
85% dos crimes são contra a integridade fisica
89% dos crimes são cometidos pelo conjuge ou pelo companheiro,
os dados do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Justiça, também relativos a 2002, num total de 462 crimes de Maus Tratos do Cônjuge ou Análogo, sendo as vítimas:
34 do sexo masculino
428 do sexo feminino,
e ainda dos dados da linha verde (Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica), relativos a 2003:
1880 atendimentos relacionados com situações de violência doméstica, dos quais 1284 em a situação foi exposta pela própria vítima de violência e 663 em que dói descrita por amigos, familiares, vizinhos ou mesmo instituições. 97,8% das vítimas indicadas eram do sexo feminino e 2,2% do sexo masculino. Acresce que a maioria das vítimas era casada (67,8%) e pertencente aos escalões etários entre 25-34 anos de idade (22,8%) e 35-44 anos de idade (22,7%). Os agressores eram, na sua maioria cônjuges (67,8%) e companheiro ( 17,7%) situando-se nas faixas etárias dos 35-44 anos de idade (22,0%) e 25-24 anos de idade (17,9%). È ainda relevante o facto de na maioria dos casos (75,5%) a vitimação acontece de uma forma reiterada há mais de 2 anos, sendo que uma grande percentagem (74,5%) nunca apresentou queixa ou denuncia deste crime.
Segundo o Conselho da Europa, a violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos.
Estima-se que na Europa 1 em cada 5 mulheres é vitima, pelo menos uma vez na vida, de agressões no espaço doméstico.

Estudos efectuados sobre as Leis Portuguesas
Não existem estudos efectuados sobre as leis portuguesas.
Fonte : Comissão para a Igualdade e Direitos das Mulheres(CIDM)

Viol^

Estatísticas de Casos em Portugal

Em relação à estatística apenas temos disponíveis dados relativos a 2002 (no ano de 2002 verificaram-se 11677 ocorrências criminais registadas pela PSP e GNR no contexto da Violência Doméstica) dos quais se podem aferir as seguintes referências percentuais:
82% dos suspeitos são do sexo masculino
85% das vitimas são mulheres
85% dos crimes são contra a integridade fisica
89% dos crimes são cometidos pelo conjuge ou pelo companheiro,
os dados do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Justiça, também relativos a 2002, num total de 462 crimes de Maus Tratos do Cônjuge ou Análogo, sendo as vítimas:
34 do sexo masculino
428 do sexo feminino,
e ainda dos dados da linha verde (Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica), relativos a 2003:
1880 atendimentos relacionados com situações de violência doméstica, dos quais 1284 em a situação foi exposta pela própria vítima de violência e 663 em que dói descrita por amigos, familiares, vizinhos ou mesmo instituições. 97,8% das vítimas indicadas eram do sexo feminino e 2,2% do sexo masculino. Acresce que a maioria das vítimas era casada (67,8%) e pertencente aos escalões etários entre 25-34 anos de idade (22,8%) e 35-44 anos de idade (22,7%). Os agressores eram, na sua maioria cônjuges (67,8%) e companheiro ( 17,7%) situando-se nas faixas etárias dos 35-44 anos de idade (22,0%) e 25-24 anos de idade (17,9%). È ainda relevante o facto de na maioria dos casos (75,5%) a vitimação acontece de uma forma reiterada há mais de 2 anos, sendo que uma grande percentagem (74,5%) nunca apresentou queixa ou denuncia deste crime.
Segundo o Conselho da Europa, a violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos.
Estima-se que na Europa 1 em cada 5 mulheres é vitima, pelo menos uma vez na vida, de agressões no espaço doméstico.

Estudos efectuados sobre as Leis Portuguesas
Não existem estudos efectuados sobre as leis portuguesas.
Fonte : Comissão para a Igualdade e Direitos das Mulheres(CIDM)

Thursday, July 13, 2006

Procriação medicamente assistida


Mensagem do Presidente da República à Assembleia da República

“A procriação medicamente assistida, praticada em Portugal desde 1986 e de há muito juridicamente regulada na maioria dos países da União Europeia, carecia, como é consensualmente reconhecido, de urgente enquadramento normativo. Esta lei, conformadora de uma das vias de resolução do problema da infertilidade de um número significativo de casais, vem colmatar uma importante lacuna do nosso ordenamento jurídico, e dar cumprimento a um dever de legislar constitucionalmente imposto desde 1997.Trata-se de uma matéria complexa do ponto de vista biomédico, social e jurídico, e de implicações muito sensíveis no âmbito da investigação científica, da qual podem resultar significativos benefícios e renovadas esperanças para um número crescente de doentes, aspectos que devem ser conjuntamente ponderados. Envolve, em todos esses domínios, questões éticas que, numa sociedade democrática e pluralista, exigem amplo debate público. Como tal, não podem deixar de saudar-se todos aqueles que, no exercício de um direito de cidadania, contribuíram para esse debate, nomeadamente através de iniciativas de grupos de cidadãos merecedoras de todo o respeito, algumas das quais ainda a seguir o seu curso.Não tendo encontrado especiais razões de mérito que me levassem a solicitar a esse órgão de soberania uma reapreciação do diploma, não posso deixar de chamar a atenção para dois pontos: - por um lado, para a necessidade de regulação complementar no domínio da protecção efectiva da vida humana embrionária - um imperativo tanto mais relevante quanto se dá o caso de o objecto do diploma transcender o âmbito estrito da procriação medicamente assistida;- por outro, para a composição e condições de funcionamento do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida.De entre os domínios cuja regulação complementar ou regulamentação administrativa pode assumir particular sensibilidade, destacaria:i) O imperativo de se garantir uma protecção efectiva de embriões criopreservados e qualificados como viáveis nos termos da presente lei, relativamente aos quais se verifique, antes de passados três anos, simultaneamente uma quebra do compromisso do beneficiário em utilizá-los em novo processo de transferência e a sua recusa em consentir na doação a outro casal;ii) A necessidade de eventuais lacunas e disposições normativas de sentido indeterminado constantes da lei, e respeitantes à matéria disciplinada pela Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e da Dignidade do Ser Humano face às Aplicações da Biologia e da Medicina, e pelo seu Protocolo Adicional que Proíbe a Clonagem de Seres Humanos, deverem ser, respectivamente, integradas e especificadas em conformidade com essas normas internacionais;iii) A preocupação de se assegurar, em intervenções legais subsequentes que incidam em matérias como a transferência nuclear somática e a investigação científica em células estaminais, que, mesmo quando a lei permita a investigação em embriões “in vitro”, fique garantida a dignidade do embrião excluído de um projecto parental.O Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida será necessariamente o órgão fundamental de regulação nestas matérias, uma vez que lhe é cometida a responsabilidade de avaliar as questões éticas, legais e sociais que a procriação medicamente assistida suscita e lhe cabe analisar rigorosamente os projectos de investigação em embriões excedentários, assegurando a razoável possibilidade de que deles “possa resultar benefício para a Humanidade”.Importa, pois, mesmo sem perder de vista a possibilidade de recurso aos Tribunais, garantir a independência, multidisciplinaridade e pluralismo dos seus membros, a transparência dos seus procedimentos, e a existência de condições para um desempenho adequado das competências que lhe são atribuidas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Aníbal Cavaco Silva”

Wednesday, July 12, 2006

Semana do Chicharro













Foi sem dúvida um fim-de-semana muito bem passado, com muita cerveja, diversão e companhia de alguns amigos que não via há muito tempo...
Beijos e lembrem-se sempre...


LOVE THE MOMENT, IT NEVER RETURNS...
Just, be happy...

a imagem abaixo não está muito visivel, o que diz é PEDIATRIC CENTER...

o pior logotipo de sempre...


NO COMENT!!!

Tuesday, July 11, 2006

Politólogos...

Vi isto num sitio e achei interessantíssimo...

Gostava era de saber porque é que esta pessoa não conseguiu ver este artigo publicado no Expresso das Nove nem no Açoriano Oriental...

QUESTION: Será que o lápis azul em Portugal ainda existe???


S João: De Festa do povo a festa políticamente incorrecta.

A convite de uma colega de faculdade micaelense, em Lisboa, vim conhecer S.Miguel e aproveitei para integrar uma Marcha Popular no tão afamado S. João de Vila Franca do Campo.Queria então por este meio aproveitar para agradecer a todas as pessoas da Marcha da Rua pela simpatia, humildade e hospitalidade com que me receberam e integraram no seu grupo.Porém, o propósito deste artigo é um pouco mais flagrante. Nunca querendo comparar o S. João da Vila ao Sto. Antóio em Lisboa ( de onde venho), refiro que muito me espanta que as marchas não tenham tido todas o mesmo tratamento e apoio por parte da Autarquia.A Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, tinha um orçamento previsto, como normal, para as marchas populares, pelo que, a dita "Marcha da Rua", não estando incluída neste orçamento, e na altura compreendendo e aceitando bem os motivos da Autarquia, fez de tudo o que estava ao seu alcancepara que o seu sonho de sair à rua e homenagiar Manuel Soares Ferreira, não terminasse. Assim, muitas pessoas envolvidas no projecto, tentaram arranjar vários patrocínios, que por menores que fossem chegassem para a marcha sair e para cumprir a promessa feita ao Sr. Manuel Soares Ferreira antes de falecer, de pôr Vila Franca a cantar e a dançar mais uma vez a marcha por ele idealizada, cuja músca não é recente, e já se tornou um hino do S. João da Vila.Muito bem, conseguiram os patrocínios todos, ao ponto de pagarem costureiras, roupar, pendões, sapatos, etc.Estava pronta a Marcha da Rua para seguir em fretne, ultimavam-se os pormenores nos ensaios e todos trabalhavam para o mesmo, conseguir que a marcha fosse um sucesso. Até que, como não há bela sem senão, a Marcha da Rua recebe um convite da Câmara Municipal da Ribeira Grande para actuar no dia 28 de Junho nas Festividades do Concelho e em troca davam à marcha um donativo que muito jeito dava, já que até a banda filarmónica foi paga com os patrocínios angariados, ou seja, a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, apenas disponibilizou o transporte para ir buscar a banda à Candelária. Até aqui tudo bem. Contudo, eis que chega a notícia de que a Autarquia Vilafranquense simplesmente proibiu a Marcha da Rua de desfilar na Ribeira Grande, ameaçando não dar autorização para desfilar no S.João da Vila.Autorização?! Que autorização?!S. João em directo na RTP Açores e uma marcha proibida de sair à rua com policiamento, que ainda por cima iria desfilar numa Estrada Regional...Pagava para ver!!!Pronto, vá...Tudo bem, como o abuso de poder na sua forma mais pura, traz muitas consequências, sequelas e indisposições a quem se revolta e não consegue estar calado, a marcha decidiu não ir para a Ribeira Grande e fazer a sua festa no S. João da Vila.Os comentários foram unânimes, roupas muito bonitas, pendões girissimos e acima de tudo o primordial espírito do S. João voltou à cara do povo. Simplesmente alegria. Divertir-se, cantar e dançar na rua, já que a energia positiva desta marcha, a musica e a letra contagiavam todos por onde passava.Aí que surge uma surpresa.....Todos sabemos que festa popular sem fogo de artificio fica um pouco incompleta,já que a Autarquia não tinha verba para o fogo, pelo que a Marcha da Rua fez um grande esforço e decidiu contemplar o povo Vilafranquense com bombas de confettis, foguetes, e uma grande festa no seu encerramento, continuando depois a dançar noite dentro sózinha por algumas ruas da Vila. Aqui fica também o meu agradecimento à banda da Candelária por terem estado connosco até ao fim, a todos os nossos patrocinadores pela coragem e a todo o povo que nos apoiou.Desengane-se aquele que pensa que alguma coisa que teve ou envolveu a nossa marcha teve patrocinio público, inclusivé o nosso final apoteótico na Praça Bento de Góis.A todos os Vilafranquenses, micaelenses, e a esta ilha maravilhosa presto a minha homenagem.Viva o S.João da Vila!Viva os Açores!Viva a Democracia Portuguesa!
FilipBernardes Politóloga